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Neto Vilar Kleber Montanheiro dirige “Mahagonny” no Teatro Nair Bello em curta temporada sobre os excessos do consumo em tom de humor e ironia
Entre os dias 20 de agosto e 6 de setembro, o Teatro Nair Bello recebe a temporada de “Mahagonny – Um estudo da obra de Bertolt Brecht”, espetáculo dirigido pelo premiado diretor encenador Kleber Montanheiro.
O que acontece quando o dinheiro se torna a única medida de todas as coisas e o prazer é elevado à categoria de lei? Essa é a provocação central de “Mahagonny”, espetáculo que cumpre temporada no Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca) de 20 de agosto a 6 de setembro, com apresentações de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h.
A montagem reúne um elenco de 27 atrizes e atores para discutir, com humor e ironia, as contradições de uma sociedade pautada pela ganância, pelo consumo e pela busca desenfreada pelo prazer.
Inspirada na obra clássica Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, escrita pelo
dramaturgo alemão Bertolt Brecht com composições de Kurt Weill, a montagem nasce do encontro entre a dramaturgia original e a investigação criativa de um elenco de artistas em formação, uma produção do espetáculo de formatura da Escola de Atores Wolf Maya com os alunos do Curso Profissionalizante de Atores. Mais do que reencenar um clássico, o projeto propõe um diálogo vivo com o público moderno: a partir de processos de improvisação, reflexões coletivas e experiências do grupo, novas cenas e dinâmicas sociais ganham corpo no palco.
Uma cidade onde o dinheiro compra tudo ganha vida nas vozes de um elenco diverso e fascinante. Com uma pluralidade de sotaques, ritmos e origens, a cena dita o tom dessa metrópole caótica.
A direção é assinada por Kleber Montanheiro, nome de destaque nas artes cênicas
brasileiras com trajetória reconhecida em produções de grande sucesso de crítica e público — como Cabaret, Gal – O Musical e outras produções de destaque. Nesta montagem, Montanheiro conduz o coletivo por uma pesquisa baseada na agudeza crítica, na sonoridade e na vivacidade do teatro épico.
“A peça é um convite direto para o público rir, estranhar, refletir e questionar os
valores e regras que sustentam o mundo em que vivemos hoje”, destaca a
produção da montagem.
“Entre cenas criadas coletivamente e fragmentos do texto original, Mahagonny
reaparece como um espelho inquietante do nosso tempo, convidando o
espectador a rir, estranhar, refletir e questionar as bases do mundo em que
vivemos.”
O resultado é uma adaptação vibrante que preserva o olhar crítico, irônico e provocador do teatro épico brechtiano, incorporando ao mesmo tempo as vozes e as perspectivas de uma nova geração.



